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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Uma carta para O Professor



Querido professor,

Todas as conjugações verbais erradas, não foram o suficiente para que o tempo demorasse para passar. 
Hoje ele vê o quanto a saudade daquele professor o faz, tinha um pai escolar, que não soubera valorizar na época, como todos aqueles sujeitos compostos que também não valorizaram.
Naquele passado, a infantilidade predominava em sua alma, era apenas um garoto comum que sentia raiva em ser chamado atenção, que não fazia os deveres de casa para se sentir engraçado, pensava e agia de uma forma inadequada, mas o professor nunca desistira dele.
No presente, carrega a doce alegria de ter sido prestigiado de encontrar esse mestre, no mesmo local e no mesmo período todos os dias, sempre abrindo aquele abraço de pai, com um afeto diferente com qual tinha com aquele imaturo no passado.
E, nesse futuro próximo... A lágrima da saudade antecipada por saber que irá vê-lo raramente, mas não deixará de ter contato.
Como amigo, deu sermões, ajudou com os problemas que aparecia, ouvia palavras ditas em um desabafo.
Como pai, entrega o afeto fazendo com que ele se sinta seguro, e o incentiva de ir em frente nos seus objetivos.
E então, como professor... As broncas com as suas caras feias logo após, as lições de casa não feitas, as provas erradas, todos os motivos para deixar de ensinar-lhe. Mas não desistiu, e hoje ele é eternamente grato às exigências! 
"O tempo vai passar, fará com que todas as lembranças se apaguem num mar qualquer. Mas o que ficar no coração, representará quem eu serei."

Atenciosamente, seu aluno.

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22.06.2012

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